O que é Role-Playing Game (RPG)?

Atualizado em 15/08/2016

RPG é a sigla em inglês para “Jogo de Interpretação de Papéis”. O dono do blog NITRO DUNGEON, Newton Rocha, não tem uma, mas duas definições sobre o que é RPG: “…um jogo no qual os jogadores assumem papéis de personagens em um cenário ficcional. Os jogadores agem dentro de seus papéis em uma narrativa, seja atuando literalmente ou narrando as ações de seus personagens indiretamente. Dentro das regras, os jogadores tem liberdade de improvisar e suas escolhas determinam a direção da narrativa ou o resultado do jogo”.

Segundo Rocha, mais conhecido como “Tio Nitro”, a definição acima é mais tradicional. Porém, ele gosta de definir RPG como um “…jogo de interpretação de personagens e de criação coletiva de histórias. E a palavra jogo deve ser entendida mais como ‘brincadeira’, o RPG tem mais parentesco com as brincadeiras de faz de conta da infância, o famoso ‘mocinho versus bandidos’ do que com jogos em si, que têm ganhadores e perdedores. Normalmente, o objetivo principal é criar uma história em conjunto, assim não existe como ‘perder’ no RPG”. Ou, como o Cascão disse em “Turma da Mônica Jovem”, RPG é um faz de conta com regras.

Cenário? Sistema?

Leigos que tenham, de alguma forma, “esbarrado” em jogos de RPG, já devem ter ouvido palavras como “cenário” e “sistema”. Em entrevista ao Fantasia em Jogo, o escritor de aventuras de RPG, Rafael Beltrame, afirma que “…’cenário’ é o “mundo” onde ocorre o jogo, enquanto ‘sistema’ é o conjunto de regras”.

Recentemente, um sistema chamou a atenção dos RPGistas brasileiros. De acordo com Beltrame: O FATE foi uma grande surpresa da Solar Entretenimento. O sistema é fácil e genérico, de forma a ser usado em diversos tipos de aventuras e ambientações. Isso sem contar a facilidade em adaptar ‘temas prontos. Que tal jogar com os Thundercats? Ou soldados da II Guerra Mundial lutando contra zumbis? Ou corsários que busca o brilho de moedas de ouro?”.

Outro assunto da entrevista foi o cenário que Beltrame criou para o FATE, “O Templo Perdido de Thur-Amon”: “Podemos esperar explorações, armadilhas e uma aventura desafiadora para todos os jogadores. Além disso, ela ocorre em um ‘espaço genérico’, tratando de Cenário. Ou seja, pode ser facilmente adaptada ao cenário que o grupo estiver usando em suas aventuras, sem maiores esforços”.

O que é uma mesa de RPG?

O termo acima se refere às reuniões que um grupo de pessoas faz para jogar (online ou presencial). Pode significar tanto uma única reunião quanto uma campanha, ou seja, várias reuniões que servem para continuar a mesma história. A imagem abaixo mostra como as reuniões presenciais se parecem (jogos online como World of Warcraft têm seus fãs, mas há quem não abra mão de jogar pessoalmente).

O “Mestre” ou “Narrador” é aquele que conta aos jogadores o que está acontecendo, impõe os desafios, interpreta os personagens que os jogadores não controlam e se certifica de que as regras sejam bem aplicadas. Entretanto, cada grupo lida com as regras do seu próprio jeito. Isso vale tanto para o RPG online quanto para o presencial.

Acessórios de RPG
Crédito: Creative Commons – Acessórios de RPG

A foto acima mostra itens indispensáveis para sessões de RPG: livros, dados e fichasO livro (ou livros, os sistemas costumam ter mais de um), normalmente, mostra as regras, como aplica-las e sugestões de cenário. Entretanto, segundo Beltrame, é possível jogar sem livro, “…mas tende a ser um sistema simples. Nem sempre um livro está repleto de regras. Às vezes, ele tem listas de equipamentos, armas, magias e inimigos para serem enfrentados. Se não tiver esses itens anotados em algum lugar, presume-se então que o sistema não dê importância se você está lutando usando uma espada ou um machado, ou que não importa quantos monstros você está enfrentando”.

Como se faz para saber se um personagem conseguiu fazer o que queria? Por exemplo, bater em alguém? É aí que entram os dados. De acordo com o dono do blog “NITRO DUNGEON”, (caso não se lembre, veja o primeiro parágrafo), depende do sistema de regras: No D&D, por exemplo, rola-se um d20 (um dado de 20 faces,) soma um bônus que tem a ver com a habilidade do personagem que está dando o soco; se o resultado for maior do que o valor de defesa do alvo, o soco é bem sucedido”.

Em outras palavras, o resultado depende também do número que a pessoa tirar no dado. Tudo o que o personagem é, tem e sabe fazer está registrado nas fichas. Os valores escritos nelas combinados com as ações dos personagens e os números que saem nos dados determinam as consequências das ações. Algumas mesas de RPG usam o jo-ken-pô ao invés do dado para decidir situações de conflito, embora isso não seja muito comum. 

Vantagens, desvantagens e problemas do RPG

“Tio Nitro”, ao ser perguntado sobre os assuntos acima, diz: “Como qualquer hobby, uma pessoa pode ficar obcecada com a atividade em detrimento das outras partes de sua vida (…). Mas isso é bem individual, cada pessoa sabe quando está exagerando ou não. Quanto a vantagens, são muitas: incentiva a leitura, trabalha a criatividade, (…), é uma desculpa para ver os amigos frequentemente, ajuda a melhorar a escrita, ajuda no raciocínio estratégico, é um entretenimento delicioso e muito barato, é tudo de bom!”.

Ele também menciona alguns problemas: “A falta de mais Mestres/Narradores, a crescente preguiça em relação à leitura e a competição com outras formas mais passivas (e mais fáceis) de entretenimento”.

Para saber mais, clique em NITRO DUNGEON, Rafael Beltrame, FATE e World of Warcraft.