8 DICAS PARA INTERPRETAR PERSONAGENS VELHOS/ANTIGOS

Muitas crônicas de RPG e Live Action tem personagens que vivem há séculos ou milênios. Esse personagem pode ser um “não-humano” ou um humano que teve a vida estendida por meios sobrenaturais. De qualquer jeito, personagens assim não veem as coisas da mesma forma que um humano comum.

Por causa disso, é natural que haja dificuldades para interpretar esse tipo de personagem. Entretanto, há alguns procedimentos que podem ajudar os jogadores:

1 – Nada de pressa. Personagens que vivem há muito tempo (séculos ou milênios) não esperam morrer tão cedo. Geralmente, eles não veem necessidade de fazer tudo rapidamente, pois acreditam que haverá muito tempo para conseguir o que querem.

2 – Para um humano comum, dois fatos que ocorreram no dia anterior com a diferença de alguns minutos entre eles são classificados como “acontecimentos de ontem”. Para um personagem muito velho/antigo, quase não há diferença temporal entre o que aconteceu ontem e o que aconteceu meses atrás.

3 – De vez em quando, talvez seu personagem esqueça que as pessoas ao redor viverão muito menos que ele – isso se seu personagem convive com humanos comuns. Seu personagem pode estranhar a “pressa” que os outros têm de fazer as coisas.

4 – Isso até se lembrar de que humanos realmente precisam agir mais rápido, pois têm menos tempo para alcançar os próprios objetivos. É preciso interpretar a dificuldade de se conviver com alguém cuja percepção de tempo seja tão diferente.

Desenho de elfa segurando um arco.
Crédito: Wikipedia – elfos vivem muito mais que humanos. Portanto, veem o tempo de outra maneira.

5 – Os conceitos de velho/antigo são relativos. Um cachorro de quatro anos já é adulto. Um humano só é considerado adulto aos 18 anos. Há seres (de outras raças) que têm mais de 100 anos, mas são chamados de crianças por outros das espécies deles – esses “outros” fazem isso porque já passaram dos 500 ou 1000 anos de idade.

6 – Personagens antigos/velhos podem ter problemas para se adaptar a novas mudanças e/ou aquirir novos conhecimentos. Interpretar essas falhas enriquece bastante a experiência do jogador.

7 – Grosso modo, há três tipos de personagens antigos/velhos: os que vivem mais do que um humano comum, mas cuja morte é inevitável; aqueles que não morrem por velhice nem por doença, mas podem ser assassinados; e os “plenamente imortais”, ou seja, viverão para sempre, não importando as circunstâncias.

8 – O item acima interfere diretamente na maneira de como seu personagem vai encarar a morte (ou a possibilidade de morrer): uma etapa natural? Um descanso? Algo a ser evitado com todas as forças?

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